Muitos de nós gostariamos de deixar um legado para as gerações vindouras. Uma marca daquilo que fizemos durante a nossa vida e de preferência uma marca positiva. Alguns escrevem livros, outros plantam árvores... mas daquilo que não nos livramos é da nossa Pegada Ecológica. Passemos a explicar.
A Pegada Ecológica está relacionada com o impacte que o consumo humano tem sobre o planeta Terra nas suas diversas componentes. Trata-se de um indicador de sustentabilidade desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees no princípio dos anos noventa e assenta no pressuposto de que os recursos naturais são um bem finito, e que na sociedade moderna toda a actividade humana está directa ou indirectamente dependente da exploração desses recursos. Por isso, quanto mais consumires maior será a tua "pegada". Que legado queres deixar?
Se tens curiosidade e queres calcular a tua pegada ecológica clica aqui.
Este blogue é destinado a divulgar temas e actividades relacionados com as Ciências Naturais. Dentro e fora da Escola.
quinta-feira, 1 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A Vingança de Gaia
Sadly, it's much easier to create a desert than a forest.
- James Lovelock
![]() |
| Antigo Mar de Aral |
Mas retornando a James Lovelock...ora, se a teoria de Gaia diz que a Terra se comporta como se estivesse viva, e qualquer coisa viva pode gozar de boa saúde ou adoecer, então é admissível dizer que a Terra pode estar doente. E todos sabemos que há doenças e doenças. Uma simples constipação cura-se por si em alguns dias. Noutros casos, a gravidade pode ser tal que o poder de auto-regulação é insuficiente, acabando o enfermo por sucumbir. Gaia, a Terra viva, está velha e já não tem tantas forças como há uns milhões de anos atrás.
![]() |
| Glaciar Upsala na Patagónia, Argentina. As fotos mostram o contraste do gelo que derreteu entre 1921 e 2009 |
Será que a Humanidade vai estar incluida nas formas de vida que sobreviverão?
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
eBooks da Tapada de Mafra
As turmas do 8º ano esperam, com alguma impaciência, pelo dia 19 de Março. É certo que nessa data se comemora o Dia do Pai, mas os nossos alunos estão ansiando por um dia ao ar livre na Tapada de Mafra.
A diversidade de habitats presentes na Tapada (bosques, pastagens, matos e linhas de água) permite a existência de um grande número de espécies animais e vegetais. Na sua maioria de pequeno tamanho e de hábitos esquivos lá se vão deixando ver entre árvores e arbustos. Outros, como os javalis, menos envergonhados mostram-se com à vontade e vêem ter com os visitantes. Mas entretanto, se nunca foste à Tapada de Mafra, aproveita os dias frios de Fevereiro e folheia os eBooks para ficares a conhecer alguma da fauna deste espaço natural.
A diversidade de habitats presentes na Tapada (bosques, pastagens, matos e linhas de água) permite a existência de um grande número de espécies animais e vegetais. Na sua maioria de pequeno tamanho e de hábitos esquivos lá se vão deixando ver entre árvores e arbustos. Outros, como os javalis, menos envergonhados mostram-se com à vontade e vêem ter com os visitantes. Mas entretanto, se nunca foste à Tapada de Mafra, aproveita os dias frios de Fevereiro e folheia os eBooks para ficares a conhecer alguma da fauna deste espaço natural.
MAMÍFEROS DA TAPADA DE MAFRA
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Uma Questão de Escala
Se te perguntarem a idade respondes sem hesitar: 50 anos, 40 anos...
Se te perguntarem a idade de uma criança com menos de um ano dás a resposta em meses, semanas, dias ou horas se fôr um recém nascido.
E os outros seres vivos? Como se mede o seu ciclo de vida?
As sequóias e alguns tipos de pinheiros chegam a viver 4 mil anos ou mais.
O ciclo de vida da Drosophila (mosca da fruta) depende das condições ambientais, no entanto, o tempo médio de vida das fêmeas é de 26 dias e de 33 dias para os machos. Algumas bactérias podem completar o seu ciclo de vida em apenas 30 minutos.
Ou seja, a unidade de referência é variável. É tudo uma questão de escala.
Por isso, não é de espantar que em algumas situações se chegue a usar como unidade de medida o milhão de anos, o ano-luz, o parsec, entre outras. Por exemplo, do nosso planeta, a galáxia de Andrómeda é o objecto mais distante no espaço que conseguimos ver a olho nú. Dista 2 milhões de anos-luz da Terra...
Já a Terra, essa formou-se há cerca de 4 600 milhões de anos (Ma). Quando nos queremos referir a acontecimentos desta ordem de grandeza, como será fácil de compreender, o grau de incerteza é elevado... Mesmo quando neste exemplo representa apenas 1%, falamos de valores da ordem dos 46 Ma.
Se te perguntarem a idade de uma criança com menos de um ano dás a resposta em meses, semanas, dias ou horas se fôr um recém nascido.
E os outros seres vivos? Como se mede o seu ciclo de vida?
As sequóias e alguns tipos de pinheiros chegam a viver 4 mil anos ou mais.
O ciclo de vida da Drosophila (mosca da fruta) depende das condições ambientais, no entanto, o tempo médio de vida das fêmeas é de 26 dias e de 33 dias para os machos. Algumas bactérias podem completar o seu ciclo de vida em apenas 30 minutos.
Ou seja, a unidade de referência é variável. É tudo uma questão de escala.
Por isso, não é de espantar que em algumas situações se chegue a usar como unidade de medida o milhão de anos, o ano-luz, o parsec, entre outras. Por exemplo, do nosso planeta, a galáxia de Andrómeda é o objecto mais distante no espaço que conseguimos ver a olho nú. Dista 2 milhões de anos-luz da Terra...
Já a Terra, essa formou-se há cerca de 4 600 milhões de anos (Ma). Quando nos queremos referir a acontecimentos desta ordem de grandeza, como será fácil de compreender, o grau de incerteza é elevado... Mesmo quando neste exemplo representa apenas 1%, falamos de valores da ordem dos 46 Ma.
![]() |
| Escala do Tempo Geológico (Fonte: portaldoprofessor.mec.gov.br) |
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Mudar de Posição
Já experimentaste ver a vida de outro ângulo?
"When you change the way you look at things, the things you look at change." - Wayne Dyer
"When you change the way you look at things, the things you look at change." - Wayne Dyer
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A Mistura da Ciência à Poesia
Descobri um poema surpreendente na página do facebook de um amigo e colega dos tempos de faculdade. A mistura da ciência à poesia. A prova de que tudo é possível. Partilho-o aqui no blogue.
Geologia, para quem a ama
Vê a mistura da ciência à poesia
Conhecer a Terra, sua essência
Sua estrutura, nosso berço, nossa cama
É como desvendar um grande mistério
Escondido em sua dinâmica e evolução
Entender suas riquezas, fonte de todo minério
E a personalidade de cada formação
É fazer uma grande viagem ao passado
Através de éons, eras e períodos
Reconstituindo em cada fóssil encontrado
A conexão dos elos perdidos!
É a compreensão do poder expresso em sua insígnia:
O fenômeno de um vulcão em pranto
Fazendo gerar a rocha ígnea
Das lágrimas que vêm do manto
E a observação das dobras, fraturas, falhas e do sismo
Frutos de choques na crosta e suas entranhas
Nos fornece a condição do metamorfismo
E a razão das mais belas montanhas
É constatar que apesar de todo processo de destruição
Desagregando as rochas em fragmentos
A natureza promove a reconstrução
Fazendo surgir a rocha de sedimentos
E no cerne deste conhecimento
Procura-se o mapa do tesouro
Trazendo esperança de desenvolvimento
Cravada em ferro, óleo, prata ou ouro
E permite-nos combater a ameaça
Vinda de uma inadequada ocupação
Orientando o homem a prevenir-se da desgraça
Após deslizamentos, abatimentos e erosão
Ah! E sobre a implacável sede contemporânea
Refletida em desertos de areia e osso
A ciência faz jorrar a água subterrânea
Realizando o milagre de um simples poço
Respeitar o planeta Terra
E compreender sua essencialidade
É o ponto de partida
Para a manutenção da vida
Da humanidade
Creio que seja da autoria da Drª Maria Giovana Parizzi
Fonte: Estudando Geologia
Geologia, para quem a ama
Vê a mistura da ciência à poesia
Conhecer a Terra, sua essência
Sua estrutura, nosso berço, nossa cama
É como desvendar um grande mistério
Escondido em sua dinâmica e evolução
Entender suas riquezas, fonte de todo minério
E a personalidade de cada formação
É fazer uma grande viagem ao passado
Através de éons, eras e períodos
Reconstituindo em cada fóssil encontrado
A conexão dos elos perdidos!
É a compreensão do poder expresso em sua insígnia:
O fenômeno de um vulcão em pranto
Fazendo gerar a rocha ígnea
Das lágrimas que vêm do manto
E a observação das dobras, fraturas, falhas e do sismo
Frutos de choques na crosta e suas entranhas
Nos fornece a condição do metamorfismo
E a razão das mais belas montanhas
É constatar que apesar de todo processo de destruição
Desagregando as rochas em fragmentos
A natureza promove a reconstrução
Fazendo surgir a rocha de sedimentos
E no cerne deste conhecimento
Procura-se o mapa do tesouro
Trazendo esperança de desenvolvimento
Cravada em ferro, óleo, prata ou ouro
E permite-nos combater a ameaça
Vinda de uma inadequada ocupação
Orientando o homem a prevenir-se da desgraça
Após deslizamentos, abatimentos e erosão
Ah! E sobre a implacável sede contemporânea
Refletida em desertos de areia e osso
A ciência faz jorrar a água subterrânea
Realizando o milagre de um simples poço
Respeitar o planeta Terra
E compreender sua essencialidade
É o ponto de partida
Para a manutenção da vida
Da humanidade
Creio que seja da autoria da Drª Maria Giovana Parizzi
Fonte: Estudando Geologia
Piada de Geólogo
Graças à parte, conheces o animal que está representado na imagem?
O Tigre-dentes-de-sabre (Smilodon) é um felino extinto que viveu há cerca de 3 milhões de anos. Apesar de comum, esta nomenclatura é incorrecta porque o Smilodon não é um antecessor do tigre nem lhe está directamente associado. Para saberes mais poderás também clicar aqui.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
No Passar do Tempo
Indiferente a todas as contrariedades e a quaisquer objectivos traçados o tempo passa e vai encurtando horizontes mas somando sabedoria nas nossas vidas. O ocasional surpreende-nos e as rotinas sucedem-se. É assim que uma vez mais nos preparamos para, em visita de estudo, voltar a sentir o ar fresco e puro e o cheiro da terra na Tapada de Mafra. O corpo acorda todos os sentidos no seio de tamanha envolvência.
As visitas de estudo são sempre bem vindas e do agrado dos alunos. Dos professores também. Afinal são eles que se dão, disponibilizam o seu tempo e empenho tornando possíveis tais actividades.
![]() |
| Amanhecer na Tapada de Mafra |
Donos das nossas tarefas e no acompanhar dos tempos vamos preparando e vencendo cada etapa. Os alunos, esses vão contando o tempo que falta.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Biodiversidade
As imagens deste filme foram recolhidas ao largo das ilhas Fiji e Tonga e apresentam os ecossistemas marinhos do Pacífico sul: grutas submarinas, recifes de coral coloridos, cardumes enormes de peixes tropicais, tubarões e até baleias, são um bom exemplo dessa variedade.
Há um mundo mágico submerso nas água dos mares e oceanos.... a Biodiversidade. Biodiversidade. A palavra biodiversidade resulta da união do radical Bio = vida, e da palavra diversidade = variedade, conclui-se então que biodiversidade significa variedade de vida.
São imagens muito belas, não é verdade?
Como sabes o desaparecimento de espécies e de áreas naturais está a ocorrer com uma celeridade sem antecedentes em consequência da actividade humana. Deste desaparecimento advêm problemas éticos e a extinção de outras espécies o que representa uma perda irreversível de códigos genéticos únicos que muitas vezes estão ligados ao desenvolvimento de medicamentos, à produção de alimentos e variadas actividades económicas.
O planeta pode ser comparado com um organismo vivo e como tal, a saúde e o equilíbrio apenas se mantêm se cuidarmos dele. Assim como um ser vivo é constituído por diversos órgãos, também a Terra é composta por vários elementos um dos quais a biodiversidade. E como no nosso corpo, basta que um órgão não funcione na perfeição para que nos sintamos doentes. É assim que a Terra se sente. Doente. A biodiversidade está gravemente ameaçada e com ela a sobrevivência do planeta. Pensa nisso.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Um Doodle para Nicolaus Steno
Há uns dias, ao clicar no Google para iniciarmos uma pesquisa, a imagem de exibição que surgia era esta. Será que reparou nos pequenos fósseis representados?!
Isto porque no dia 11 de Janeiro de 2012 o Google preparou um doodle especial para assinalar essa data.
Doodle são imagens que o Google usa para homenagear acontecimentos e pessoas famosas em datas importantes. O Google usa imagens relevantes dessas datas ou pessoas e faz uma mistura com a sua própria marca e a imagem resultante é depois colocada no motos de busca, como a que está em cima.
Desta vez o Google homenageou o 374º aniversário de Nicolaus Steno, um cientista dinamarquês e um dos primeiros investigadores a estudar as posições relativas dos estratos em rochas sedimentares. Formulou o Princípio da Sobreposição dos Estratos ainda hoje fundamental para a interpretação da história da Terra, porque em qualquer parte do planeta indica a idade relativa das camadas das rochas sedimentares e dos fósseis nelas contidos.
Isto porque no dia 11 de Janeiro de 2012 o Google preparou um doodle especial para assinalar essa data.
Doodle são imagens que o Google usa para homenagear acontecimentos e pessoas famosas em datas importantes. O Google usa imagens relevantes dessas datas ou pessoas e faz uma mistura com a sua própria marca e a imagem resultante é depois colocada no motos de busca, como a que está em cima.
![]() |
| Nicolau Steno |
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
BioDiversity4All - Biodiversidade para Todos
O projecto BioDiversity4All - Biodiversidade para todos está a criar uma base de dados online sobre a Biodiversidade em Portugal, fundamentada na participação activa da sociedade civil e da comunidade científica.
O BioDiversity4All cria a possibilidade de todos contribuirem com registos de observações de plantas, animais e fungos e de usufruirem dessa informação através de um site fácil e divertido de utilizar e explorar.
O projecto BioDiversity4All tem por missão unir o maior número de pessoas na promoção do conhecimento sobre a Biodiversidade procurando tornar-se na mais completa, acessível e conhecida base de informação sobre a distribuição de espécies a nível nacional.
O projecto BioDiversity4All tem por missão unir o maior número de pessoas na promoção do conhecimento sobre a Biodiversidade procurando tornar-se na mais completa, acessível e conhecida base de informação sobre a distribuição de espécies a nível nacional.
Paricipa e divulga.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Wonderful World
Numa mensagem de esperança para o Ano Novo que se avizinha não podia deixar de trazer e partilhar convosco este filme da BBCOne com imagens do mundo natural e voz de David Attenborough que encontrei no Facebook.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Ginkgo, Uma Árvore Jurássica
Porque é que há seres vivos que não se extinguem?
A Ginkgo biloba é uma planta, originária do Norte da China, que ornamenta alamedas e jardins em todo o mundo e também em Portugal. Trata-se de uma árvore de grande porte, de folhas caducas com dois lóbulos que lhe conferem o epíteto específico. É muito resistente a insectos, fungos, vírus e bactérias, bem como ao ozono, à poluição causada pelo dióxido de enxofre, ao fogo e até mesmo à exposição radioactiva. Por esse motivo, uma árvore desta espécie pode viver mais de 1000 anos, tendo o espécimen mais antigo
conhecido cerca de 3500 anos.
Pensa-se que existam diversos motivos pelos quais um organismo sobrevive milhões de anos sem sofrer modificações - fóssil vivo. Uma das explicações é o simples facto desse organismo se encontrar muito bem adaptado à diversidade de condições do meio que habita. Já outros organismos não evoluem devido à continuidade mais ou menos estável das características do seu habitat. A sobrevivência de alguns fósseis “vivos” também pode dever-se ao facto destes habitarem ambientes isolados, onde não enfrentam a competição com outros organismos potencialmente melhor adaptados a esses ambientes.
A Ginkgo biloba é considerada um fóssil vivo por ser uma espécie relíquia que representa um grupo de plantas já extintas e que outrora foi abundante.
Podemos dizer que a Ginkgo biloba é uma árvore jurássica?
Bem… esta espécie é mais recente e ainda não tinha surgido no jurássico, mas o género Ginkgo é o mesmo, sob a forma de uma espécie distinta no Jurássico, a Ginkgo yimaensis. Portanto, podemos dizer que a Ginkgo é uma árvore jurássica, mas já não o podemos dizer da actual Ginkgo biloba.
![]() |
| Ginkgo biloba |
conhecido cerca de 3500 anos.
Pensa-se que existam diversos motivos pelos quais um organismo sobrevive milhões de anos sem sofrer modificações - fóssil vivo. Uma das explicações é o simples facto desse organismo se encontrar muito bem adaptado à diversidade de condições do meio que habita. Já outros organismos não evoluem devido à continuidade mais ou menos estável das características do seu habitat. A sobrevivência de alguns fósseis “vivos” também pode dever-se ao facto destes habitarem ambientes isolados, onde não enfrentam a competição com outros organismos potencialmente melhor adaptados a esses ambientes.
![]() |
| Ginkgo biloba próximo da Escola E.B. 2,3 D. Pedro IV |
Podemos dizer que a Ginkgo biloba é uma árvore jurássica?
Bem… esta espécie é mais recente e ainda não tinha surgido no jurássico, mas o género Ginkgo é o mesmo, sob a forma de uma espécie distinta no Jurássico, a Ginkgo yimaensis. Portanto, podemos dizer que a Ginkgo é uma árvore jurássica, mas já não o podemos dizer da actual Ginkgo biloba.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
A Gruta Dos Cristais Gigantes
Para ver filme e saber mais sobre A Gruta dos Cristais Gigantes consultar aqui.
Há coisas que custam a crer e se não as virmos com os nossos próprios olhos ficamos sempre na dúvida se serão realmente verdade. Um bom exemplo disso são os cristais de gesso descobertos em Naica, a 300 metros de profundidade, no Deserto de Chihuahuan, México... O maior dos cristais chega a 11 metros de comprimento, e pesa até 55 toneladas!
domingo, 4 de dezembro de 2011
Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis de Lisboa
A Feira Internacional de Minerais Gemas e Fósseis de Lisboa, cumpre este ano a sua 25ª edição, e constitui, anualmente, um ponto alto da divulgação científica em Lisboa.
Este ano o tema central são os metais preciosos, de que a prata é um bom exemplo.
Este certame, que também integra as componentes cultural, científica e pedagógica, reúne coleccionadores e comerciantes de minerais, gemas e fósseis, oriundos de diversos países da Europa, bem como um vasto público que tem aqui oportunidade de comprar, vender ou trocar exemplares do seu interesse. No âmbito desta Feira, terão lugar, como vem sendo hábito, um conjunto de actividades complementares de carácter pedagógico e de divulgação científica destinadas a jovens e adultos.
Para mais informações consultar http://www.mnhn.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1442004&_dad=portal&_schema=PORTAL
Este ano o tema central são os metais preciosos, de que a prata é um bom exemplo.
Este certame, que também integra as componentes cultural, científica e pedagógica, reúne coleccionadores e comerciantes de minerais, gemas e fósseis, oriundos de diversos países da Europa, bem como um vasto público que tem aqui oportunidade de comprar, vender ou trocar exemplares do seu interesse. No âmbito desta Feira, terão lugar, como vem sendo hábito, um conjunto de actividades complementares de carácter pedagógico e de divulgação científica destinadas a jovens e adultos.
Para mais informações consultar http://www.mnhn.ul.pt/portal/page?_pageid=418,1442004&_dad=portal&_schema=PORTAL
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim
Todos nós recebemos aquelas mensagens de email reencaminhadas de amigos e para amigos com os mais diversos assuntos. Uma das últimas que chegou até mim, deu o mote para este post, trazia um filme espectácular e bem elucidativo do poder e acção do mar.
O espanto tomou conta de mim e deixou-me o espírito à solta, a divagar... e quando 'voltei' trouxe comigo uma notícia recentemente divulgada na comunicação social - Onda de 30 metros surfada na Nazaré por Garret McNamara. Lembro-me de na ocasião se ter feito algum alarido à volta do assunto e de ouvir dizer que o canhão da Nazaré era o responsável por aquela onda gigante.
O Canhão da Nazaré é um acidente geomorfológico raro, o maior da Europa e um dos maiores do Mundo, que consiste numa falha na placa continental com cerca de 170 Km de comprimento e 5Km de profundidade, mesmo em frente à Praia do Norte, que canaliza a ondulação do Oceano Atlântico para esta praia, praticamente sem obstáculos.
Este fenómeno natural consiste numa conjugação perfeita de condições de direcção de ondulação, marés e ventos que proporcionam o empolamento das ondas, fazendo com que, na Praia do Norte, elas cheguem a ter alturas impressionantes. E desta vez, estava lá Garret MCNamara para as surfar.
Ler mais em: http://aeiou.visao.pt/nazare-as-maiores-ondas-da-europa=f582334#ixzz1ehzFqjKU
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Allosaurus: um dinossáurio, dois continentes?
A exposição "Allosaurus: um dinossáurio, dois continentes?", patente no Museu de História Natural até Maio de 2012, leva-nos numa viagem ao tempo do Allosaurus fragilis e partilha com o público um processo de investigação científica ainda em curso.Uma equipa do Museu Nacional de História Natural escavou e estudou o primeiro Allosaurus fragilis encontrado fora dos Estados Unidos. O Prof. Fernando Barriga e a Profª Liliana Póvoas contam-nos, num curto filme, como tudo se passou. A descoberta teve lugar em Andrés, Santiago de Litém, Pombal, e como acontece muitas vezes na descoberta de fósseis de grandes animais, o achado foi acidental e da responsabilidade de um cidadão local.
Até então este género de dinossáurio apenas era conhecido na América do Norte. A confirmação da presença de Allosaurus fragilis em Portugal constitui um achado surpreendente, mas ainda assim facilmente explicável. No final do Jurássico as terras emersas do Norte da América e da Península Ibérica estavam muito próximas e o Oceano Atlântico não tinha a configuração nem a dimensão que hoje lhe conhecemos, possibilitando assim a livre circulação daqueles e de outros animais.
O Museu Nacional de História Natural e da Ciência está, também, a organizar um Ciclo de Palestras que irá decorrer entre os dias 9 e 30 de Novembro no auditório Aurélio Quintanilha, nas instalações da antiga Faculdade de Ciências na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa. Neste âmbito vamos poder assistir a várias apresentações de paleontólogos e investigadores portugueses tendo como moderadores os Professores Fernado Barriga e Galopim de Carvalho.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Curiosidade... Kimberley Big Hole
O Big Hole é o maior buraco do mundo feito pelo Homem.
Entre 1866 e 1914, em busca de diamantes, cinquenta mil mineiros escavaram este buraco com 463m de largura e 240m de profundidade próximo de Kimberley, na África do Sul. Quando terminou a exploração a cavidade foi cheia com entulho e entretanto preenchida pela água das chuva.
Entre 1866 e 1914, em busca de diamantes, cinquenta mil mineiros escavaram este buraco com 463m de largura e 240m de profundidade próximo de Kimberley, na África do Sul. Quando terminou a exploração a cavidade foi cheia com entulho e entretanto preenchida pela água das chuva.
![]() |
| Kimberley Big Hole, África do Sul |
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sabor da Despedida
Portugal prepara-se para perder o último troço de vida selvagem.
Depois de milhões de anos a traçar o percurso até ao Douro, o rio Sabor, em Trás-os-Montes, fica refém da estratégia energética do pais. A construção da Barragem do Baixo Sabor (em alternativa ao Baixo Côa) vai inundar milhares de espécies, muitas delas protegidas. A albufeira vai atingir quatro municípios e guardar água suficiente para encher mais de 600 estádios de futebol. Em 2013 nada será como antes e os 40 kms da albufeira a ser criada, e amparada por um muro com mais de 120 metros, apagará as memórias de uma região ligada à terra que a sustentou durante muitas décadas. Há espécies endémicas que não poderão ser recuperadas e tudo aponta para que o espelho de água que aí vem não possa ter aproveitamento turístico. A nível energético passa a ser possível retirar água do Rio Douro e guardá-la a montante no Sabor para ser usada sempre que a pressão na rede eléctrica o justificar. O rio vai muitas vezes correr ao contrario, mas à mercê do que a EDP entende ser um armazenamento estratégico de água. Durante mais de um ano todos os passos deste processo foram registados e podem agora ser aqui reproduzidos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cronopio dentiacutus e a "Idade do Gelo"
Os estúdios FOX e Blue Sky preparam-se para trazer para o grande ecrã mais um capítulo da série de animação com data de estreia prevista para o Verão de 2012 - «Ice Age 4: Continental Drift». Desta vez a Deriva Continental vai estar na ordem do dia.
Já agora...
Foi recentemente encontrado um fóssil de mamífero parecido com o esquilo da “Idade do Gelo".
O ar de esquilo, corpo peludo, o focinho estreito e comprido, os caninos anormalmente grandes, os olhos pequenos e por momentos, o Cronopio dentiacutus podia ser confundido com o personagem Scrat do filme da "Idade do Gelo", o esquilo histérico que está sempre à procura da bolota. Este mamífero, cujos fósseis foram descobertos na Argentina, não tinha como companhia mamutes ou tigres-dentes-de-sabre, mas sim dinossaurios. A sua descrição foi publicada esta semana na revista Nature e o achado parece ser de extrema importância uma vez que vem fornecer informações sobre a biologia dos primeiros mamíferos a habitar a Terra.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















